A partir de uma história verídica ocorrida na Londres vitoriana do final do século XIX, este filme em preto e branco de David Lynch narra a história de John Merrick (1862-1890), portador de terríveis tumores e deformidades em quase todo o seu corpo. Apelidado de "Homem Elefante", ele é retirado do circo de aberrações de Bytes (Freddie Jones) pelo dr. Frederick Treves (Anthony Hopkins) e internado em um hospital. Apesar das boas intenções do dr. Treves e do carinho da sra. Kendal (Anne Bancroft), uma famosa atriz de teatro, Merrick não estaria sendo ainda uma atração para a alta sociedade como foi no circo? Que perspectivas esse homem deformado e doente pode ter em uma sociedade que tanto preza pela elegância e que está em plena Revolução Industrial?
Cenas marcantes:
O dr. Treves diz aos seus colegas durante uma cirurgia: "Máquinas são coisas abomináveis. Não se pode argumentar com elas".
Close no dr. Treves, que chora ao ver John Merrick pela primeira vez.
John Merrick é exposto à comunidade médica pelo dr. Treves.
O dr. Treves tenta fazer John Merrick falar.
A sra. Kendal vai ao hospital conhecer John Merrick e diz a ele: "Ah, sr. Merrick, o senhor não é um Homem Elefante. O senhor é Romeu".
A primeira vez em que vi O Homem Elefante:
Comprei o DVD de O Homem Elefante em 2006, em uma banca de jornais na Avenida Paulista, pois já havia assistido a Cidade dos sonhos de David Lynch e queria conhecer mais filmes dele. Entretanto, filmes em preto e branco geralmente me dão sono, e até hoje nunca havia conseguido assistir a este por inteiro. Ao contrário de outros filmes de Lynch que vi, O Homem Elefante me provocou mais emoções, mais comoção pelo protagonista, do que raciocínios intelectuais ou estranheza.
O HOMEM ELEFANTE [The Elephant Man]. Direção: David Lynch. Produção: Jonathan Sanger. Estados Unidos: Brooksfilms Production, 1980, DVD.
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